UNESCO Saúda “Casa da Memoria” pela edição do catálogo

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) saudou a Casa da Memória, pela edição do catálogo bilingue e encorajou-a a prosseguir os esforços...

de preservação da cultura e história da ilha do Fogo. São Filipe: UNESCO saúda “Casa da Memoria” pela edição do catálogo A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) saudou a Casa da Memória, pela edição do catálogo bilingue e encorajou-a a prosseguir os esforços de preservação da cultura e história da ilha do Fogo. 

O catálogo, constituído por 10 capítulos e que contem cerca de 750 imagens de objectos expostos nos vários departamentos da Casa da Memoria, foi editado em finais de 2015, tendo a promotora enviado um exemplar à sede da UNESCO, para a sua biblioteca, das mais bem apetrechadas do mundo, e outro para a Director-geral, para dar a conhecer a iniciativa.

Além de divulgar o catálogo, com o envio dos exemplares, segundo a responsável da Casa da Memória, esta instituição quis agradecer o facto de ter utilizado diversas publicações da UNESCO na concepção da Casa da Memória e depois na concretização do espaço e na exposição permanente.

Uma carta dirigida à Casa da Memória e assinada pelo subdirector-geral para a Cultura da UNESCO, Francesco Bandarin, refere que esta organização concede um lugar importante para museus que desempenham um papel central na vida cultural das sociedades como também na educação dos cidadãos para a importância do seu património e sua protecção e valorização.

O catálogo dispõe de objectos que reflectem a vida quotidiana, a diversidade da cultura e a história da ilha e da cidade de São Filipe e a UNESCO mostrou-se satisfeita pelo facto das suas publicações terem sido usadas pela Casa da Memória na organização da sua exposição permanente como também para proteger a herança arquitectónica, encorajando-a a prosseguir com estes esforços.

Na carta, a UNESCO informou à Casa da Memoria sobre a adopção da recomendação relativa a protecção e a promoção de museus e o papel deles na sociedade saída da 38ª conferencia realizada em Novembro de 2015.

Esta organização das Nações Unidas enviou uma cópia da recomendação, tido como um instrumento normativo novo e que testemunha o compromisso desta instituição e dos estados membros de promover o papel e a diversidade dos museus, indicando que apesar dos textos estão ainda em processo de certificação antes de serem enviados às autoridades, a Casa da Memória pode promover a sua aplicação.

Monique Widmer, proprietária da Casa da Memoria e co-autora, em parceria com Gilda Barbosa, disse que algumas instituições, nomeadamente a Câmara de São Filipe, têm adquirido o catálogo para ofertar as personalidades que visitam o município, indicando que outras instituições nacionais têm solicitado alguns exemplares para o efeito.

“A procura do catálogo vai se estendendo a visitantes, emigrantes, presidente da Câmara de São Filipe, e ainda ofertas do catálogo por parte de várias entidades nacionais nas suas deslocações ao exterior”, disse Monique, mostrando-se regozijada com a divulgação do mesmo, dando assim a conhecer melhor a Ilha do Fogo e o seu património histórico-cultural.

Foram editados 1000 exemplares, dos quais 40 por cento (%) foram já comercializados e neste momento Monique Widmer está a analisar a possibilidade, junto das Embaixadas e de outras instituições, de colocar os catálogos para venda em Portugal e nos Estados Unidos da América.

Ainda não está decidido se o catálogo vai ser ou não reeditado, o que acontecerá depois da venda da primeira edição que pode ser adquirida pelo valor de 2.500 escudos.

O catálogo, pela organização, qualidade das ilustrações e dos textos em português e inglês, ultrapassa-se a dimensão de uma simples listagem para se referenciar um todo de forma precisa, pedagógica, fascinante e cuja leitura permite compreender melhor a cidade e a ilha do Fogo, no dizer das pessoas que tiveram acesso à obra.

Recorde-se que Cabo Verde, através do Ministério da Cultura, manifestou o desejo de São Filipe vir a ser reconhecido pela UNESCO como Património Mundial, fazendo parte da lista indicativa dos sítios aprovados recentemente.

 

Inforpress